I - Sétimo dia: música instrumental matutina26 abril 2010
O Jazz: a improvisação, as cores e suas surpresas
I - Sétimo dia: música instrumental matutina23 abril 2010
Jazz por um preço justo e uma arte verdadeira
Guitarra, contrabaixo, bateria e saxofone. A intensidade dos sons, improvisações, criatividade e a felicidade estampada nos rostos dos músicos estavam presentes na segunda feira a noite no Centro Cultural Popular da Consolação (CCPC).16 abril 2010
Pequeno notável do jazz

São Paulo é dos lugares belos, maravilhosos, especiais. É dos encontros combinados, inesperados, atrasados, da vida. É da amiga que há tanto tempo não encontrava e compartilhava uma boa conversa, um lugar legal, à meia luz, casais se beijando intensamente, amigos comemorando aniversário e pessoas sozinhas à espera de alguém.
Um lugar aconchegante, estreito, paredes vermelhas, mesas, cadeiras, sofázinho confortável onde os casais gostam e se divertem nos beijos e abraços intensos. Do lado de dentro, vê-se o imenso belo pórtico do Cemitério São Paulo e a movimentação de veículos que trafegam pela Cardeal Arcoverde. Alguns homens e mulheres solitários, apenas curtem o bom som executado pelos grupos que tocam de terça a domingo.
Um endereço bastante peculiar. A casa é vermelha, pequena e com uma cobertura de telha romana e vários carros estacionados à frente.
A rusticidade e as cores fortes se harmonizam ao som do Jazz. Das 20h45 às 22h15, uma dupla de músicos toca na entrada da casa. A suavidade dos timbres leves da guitarra semi-acústica se encontra com o som grave e marcante do contra-baixo acústico.
A dupla inicia com Garota de Ipanema. A melodia tocada pelo guitarrista cai como uma luva nos ouvidos dos freqüentadores do bar. Depois toca alguns standars e algumas do João Donato.
Após a apresentação da dupla, eles arrumam os equipamentos e vão embora. Mais pessoas entram na casa, os gerentes, sempre atentos a todos os detalhes, arrumam, ajeitam para que mais pessoas entrem. Os músicos da banda que toca às 22h30 se ajeitam para a apresentação.
Começa a apresentação. Casa lotada, Mais apreciadores do Jazz vão para ver os talentosos músicos tocar. Músicas maravilhosas, as mulheres ficam fascinadas pelo som do saxofone. Uma das garotas começa a comentar e lembrar de alguns artistas como David Sanborn, Kenny G e outros. Fala de Jonh Coltrane. Dave Brecker, Leo Gandelmann, tanta gente boa do maravilhoso instrumento com um timbre que esbanja tanta sutileza e sensualidade.
O quarteto estava tocando “Bebê” de Hermeto Pascoal. Na porta do bar, havia mais pessoas à espera para entrar e apreciar um pouco mais desse pequeno templo do Jazz em São Paulo que está no começo da Vila notívaga da paulicéia.
29 março 2010
Final de semana: jazz, boas companhias e muito aprendizado
23 março 2010
Ouvir Gershiwin, Miles Davis em plena segunda-feira

