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11 julho 2009

Para quem gosta de literatura e boa música

Poesia boa, música excelente, feita por gente de boa inspiração, esse é Vitor Ramil, gaucho de Pelotas, letrista de mão cheia e com livros excelentes. Recomendo a leitura de Satolep, uma obra literária maravilhosa e ouçam satolep sambatown em parceria com Marcos Suzano, excelente percussionista.Essa é minha fonte de inspiração para aquele "ajuntamento" de palavras que escrevi na sexta-feira.


INVENTO
Vitor Ramil

Vento
Quem vem das esquinas
E ruas vazias
De um céu interior

Alma
De flores quebradas
Cortinas rasgadas
Papéis sem valor

Vento
Que varre os segundos
Prum canto do mundo
Que fundo não tem

Leva
Um beijo perdido
Um verso bandido
Um sonho refém

Que eu não possa ler, nem desejar
Que eu não possa imaginar

Oh, vento que vem
Pode passar
Inventa fora de mim
Outro lugar

Vento
Que dança nas praças
Que quebra as vidraças
Do interior

Alma
Que arrasta correntes
Que força os batentes
Que zomba da dor

Vento
Que joga na mala
Os móveis da sala
E a sala também

Leva
Um beijo bandido
Um verso perdido
Um sonho refém

Que eu não possa ler, nem desejar
Que eu não possa imaginar

Oh, vento que vem
Pode passar
Inventa fora de mim
Outro lugar

fonte: http://www.vitorramil.com.br/discos/data/?album=satsamb&tr=02

28 abril 2009

Ele sabe que sou humano


"Devia haver um Deus mais solar, não tão negro e triste como queriam os velhos jesuítas" ( Arnaldo Jabor)

Fico triste ao ler o texto do Jabor no Estado de São Paulo de hoje, 28/4/09, Caderno 2. Até onde sei e tenho certeza Deus não é as "trevas" pregadas pelos padres jesúítas e alguns pastores midiáticos.

Sou convicito da beleza e da perfeição do pai. E nunca, digo NUNCA, chegaremos a perfeição dele. Os padres chatos não entenderam o homem e tentaram "configurar" um Jabor que nunca iria chegar aos ideais rigidos católicos.

Lembro que pra mim falar de sexo era um tabu, uma violência. Fugi de duas terapias durante a minha adolescência por não querer falar de sexo. Minha mente viajava horrores, tinha medo e receio de algumas coisas, especialmente de pessoas. Tive que entender as minhas fragilidades e iniciar um processo de libertação ao conhecer uma amiga que até hoje tenho uma grande consideração por ela que é guardada a sete chaves.

Foi com essa amiga que dei os meus primeiros passos para a saída da vida castigante e perfeccionista. Aprendi a ver os homosexuais de uma forma mais humana e menos preconceituosa, compartilhamos muitas coisas, segredos, lances nossos, muito singulares que não quero revelá-los aqui.


Só quero dizer que Deus permitiu desconstruções na minha vida, sim! Ele me presenteou com essa amiga que tem três experiências negativas de relacionamento, mas eu só via a ajuda e a compaixão nos olhos dela nos momentos mais difíceis que vivi na minha vida e os abraços que ganhei em períodos de maior tristeza que passei.


Na visão dos moralistas, uma herege, uma "diaba". Logo, é tão amável e tão querida e a sua beleza interior e exterior é tão singular que fica muito longe dos religiosos bestiais que mascaram seus pecados vestindo uma saia, um coque e um "suporte" para as axilas.