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09 dezembro 2009

Encontro das Águas e um pedido

São Paulo, cidade das surpresas e das chuvas intermitentes. Nossa, 16h de chuva fortes e continuas cairam sobre a cidade e mais uma vez a falta de capacidade de nossos governantes estava a mostra para todos os habitantes da mega cidade.

Hoje, após a catástrofe de ontem e conversar com algumas pessoas que evitaram sair de casa ou enfrentaram o caos paulistano, quero transcrever duas frases legais de um análise feita por Hélio Schwartsman, na Folha de São Paulo, de 09/12:
" De quem é a culpa pelas enchentes? Suspeitos é o que não falta. Eles vão desde o prefeito Gilberto Kassab até a temível zona de convergência intertropical, passando por Deus, pelos municípes que atiram lixo na rua e pelo contigenciamento das verbas da limpeza pública.

....O mal existe ou é mera aparência? Se existe é um conceito que se aplica a morte de crianças em "desastres naturais"? Se não se aplica a uma situação dessas, para que serve?"

Lembrei de ontem do Sr. Paulo, o pedreiro que trabalha aqui em casa: " Rapaz, você está orando pouco para essa chuva cessar!?"

Pois é, os meus pedidos para o pai devem ser macros, além dos limites do meu teto. É preciso pedir ao pai eterno que ilumine a cabeça dos representantes em Copenhagen e os países desenvolvidos aceitem reduzir o número de emissões de CO2, rogar ao todo poderoso para que pessoas tenham discernimento e plantem mais árvores e reservem um trecho de terra no quintal para plantar e cultivar boas sementes.

É desse jeito: somando, ajuntamento! Chega de orações egoístas e umbigólatras.Vamos utilizar mais a bicicleta e o transporte público e deixar mais o carro em casa. Ande mais a pé, faz muito bem! Esta é a minha oração: atitude e sem línguas estranhas, apenas ações pontuais e verdadeiras.

10 outubro 2009

Vila Ema x Lessing: a união do lúdico, negócios e das palavras verdadeiras

Sexta-feira, para muitos o último dia de trabalho; outros apenas mais um dia. Enfim,... sexta-feira, como diz este trecho da letra da canção de Lupa Mabuze e Luciana Melo: "E toda a comunidade se encontra no fim de semana/pra curtir e tirar onda e cantar junto a nossa música..."

De vez em quando eu toco meu violão. Ontem toquei num boteco. Repito: B-O-T-E-C-O! É pastorzada, quiserem me excluir da igreja, podem sim! Fui tocar no botequim, aquele com ovo amarelo na câmara, cadeirinha de ferro da Brahma com a mão fechada e dedinho indicador, sim, sim!


Avenida Vila Ema esquina com rua Lessing. Paredes brancas, muita gente, moradores dos arredores.Antes da minha apresentação, uma boa conversa. Meu pai na mesa com algumas garrafas de cerveja - esse toma muita cerveja, a barriga denuncia,rs... - e um senhorzinho ao lado, contando a história de gratidão pela conquista de sua moradia e como meu pai tem ajudado advogando em defesa de sua causa bastante difcílima.


É engraçado, mas percebi algo: Meu pai também, como eu, tem a união do lúdico com os negócios. O boteco, na minha impressão, funciona como uma "filial" do escritório no andar de cima da minha casa. Lá é o lugar onde as pessoas o procuram para defender e as pessoas gostam e o elogia muito.


Não sou um sujeito beberrão, nem consigo. Apenas tomo um copo e nada mais, não passa disso e, conforme a situação, nem bebo. Ontem foi um dia que toquei as músicas e observava o movimento. Mas consegui ver aquele ambiente com outros olhos, vi histórias, verdades ditas, palavras simples e profundas e sem superficialidade.


Quero registrar o momento onde estava no limite do cansaço, onde estava trocando as notas e estava cansado, pude perceber como um senhor negro cantava com tanta profundidade uma música super linda de Vinicius de Morais, Corcovado. Quando toco essa música, sua letra me faz pensar muito e começo a entender um pouco da minha caminhada .Vejo o quanto estou maduro e pronto para filtrar mais os meus pensamentos dessa miséria das letras das músicas religiosas.


Saí, cansado, todas as minhas dúvidas com relação ao meu pai foram sanadas. Minha mãe trouxe até fez uma "corrente gospel" para fazer uma "reza" e cogitava-se sobre a possibilidade dele ter uma outra mulher. Logo, não precisei de "corrente", "novena", apenas um violão, um banquinho e alguns olhares para perceber e entender a história.


Só peço que não me entendam mal,se tiver algum "crente" leitor deste veículo, mas percebo como o meio evangélico deturpa o sentido do estar junto, da oração e da busca.Convido você, meu caro, a abrir as sagradas escrituras e ver melhor o sentido das palavras de Cristo sobre a prece.