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04 outubro 2009

Cinzas, conversa, cerveja e indignação

Sábado nublado em São Paulo. A avenida paulista com poucos carros, pessoas circulavam nas suas largas calçadas e apenas um carro vermelho, com alguns sujeitos radicais de esquerda em cima de um trio elétrico e faziam um protesto contra o senhor de bigodes ,considerado o vice-deus em um estado nordestino e presidente do senado federal.

Segui meu caminho e pude encontrar com um musico poçoscaldense que entrevistei. Eu o considero muito mais paulistano do que muitos nascidos nesta cidade. Compositor, violonista, cantor, Daniel Laier, recentemente gravou um CD e está a procura de gravadoras, interpretes para cantar as suas composições.


Um bom bate papo , onde pude conhecer mais o trabalho do artista e observar melhor o CD. Após o tempo na espaço de convivência da livraria FNAC,segui até o bairro do Paraíso para assitir aula e encontro terapeutico baseado nos estudos do "Decifra-te e reconcilie consigo mesmo".


Após a aula, um tempo para comemorar, conversar, chopp, ir para um lugar bem paulistano, do lado da 23 de maio. Comemorar a superação dos "1", ou perfeccionistas, detalhistas, os sedentos para mudar o mundo.


Tanta coisa para fazer ao chegar em casa. Logo, senti meio dividido entre ir ao jazz nos fundos ou ir para casa.Mas as responsabilidades pesaram e decidi enfrentar o trânsito da Radial Leste e uma passadinha no Shopping Aricanduva.


Engraçado, o que é zona leste? Há pessoas e pessoas! Pois sou morador desse lugar, mas não ouço funk e créu. Logo, como as pessoas dessa região da cidade gastam combústivel, usam muito o carro, poluem o meio ambiente e ecologicamente incorretas. Pude ver inúmeros carros de todos os modelos, novos, velhos e sucateados no estacionamento do shopping; garotos negros, com cabelos pintados de loiro; meninos mal vestidos, roupas carissimas e mal trajados. Mundo estranho.


Ao sair do estacionamento e seguir em direção a avenida Aricanduva observei motoristas estupidos, imbecis e rasgavam pela avenida em direção a São Mateus. Garotos, com aqueles faróis de neon, ultrapassavam veículos como loucos. Uma direção selvagem e estúpida. Culpa de quem?


Não sou Deus, mas como vou interferir nesse sujeito onde o seu primeiro brinquedo foi um carrinho e um jipe elétrico? Me ajuda aê, "tio" Serra!



Supresas, empurrões, olhares e uma curta conversa

São Paulo da agitação,do trânsito e das pesssoas desesperadas. Uma sexta-feira onde o ônibus andou mais rápido do que o metrô. Moro em São Mateus - Zona Leste, a 12 km das estações de metrô mais próximas - Penha ou Carrão.

Saí de casa às 06h50 e entrei no ônibus às 07h05 da manhã. Às 07h40 estava no penúltimo ponto da Avenida Aricanduva e subi a pé até o metrô penha. Tentei entrar no segundo vagão, mas não consegui, depois que uma linda jovem, de olhos claros, onde quase me empurrou para o segundo, eu disse assim para ela: "Moça, você quer tentar este? Sugiro a espera do próximo trem?". Ela disse: "tudo bem".


Enfim, esperamos o próximo trem. A garota ficou a minha frente e na chegada da composição, entramos e a viagem seguiu num para e anda da estação Penha até o Anhangabaú, onde eu iria desembarcar.


Observei e reparei cada movimento , bem no jeito jornalístico, nos modelos de conselhos de Anton Theckov em seu livro "Um bom par de sapatos e um caderno de anotações".


Movimento, aperto, gente se espremendo, baixinhos socados em meio aos altinhos e essa era a situação do trem do metrô às 08h20. Ao chegar na estação Sé, a multidão aos empurrões e quase fui levado. Enfim, permaneci e pude puxar um papo rápido com a bonitona que quase me atropelou na Penha.


Conversa do cotidiano, pressa, horário, um pouco atrasado, e a conversa fluiu um pouquinho, só não estendeu mais pois tinha que descer na próxima estação. Me despedi com um tchau e continuei a caminhar em direção ao Centro Empresarial de São Paulo.


Ao chegar na praça da Bandeira, peguei o ônibus em direção ao terminal João Dias e enfim cheguei ao meu destino final, às 09h30 da manhã. Depois de subir vários lances de escadas, perguntar e pedir informações, cheguei ao restaurante para cobrir o workshop da Mestre e Doutoranda Martha Gabriel.


27 abril 2009

Façam tudo o que é bom, aproveite!

"Deus é perfeito, não é perfeccionista. Ele não exige de nós perfeição, pois não somos perfeitos"
(Carlos Zillner)


Para colocar uma frase dessa em meu blog é sinal de desconstrução na minha vida. Estou me desconstruíndo aos poucos, aquele sujeito perfeito, organizadinho, bonitinho, certinho tá morrendo aos poucos.

Foi preciso assumir posturas diferentes quanto as coisas, religião, relacionamentos. Hoje entendo que as coisas acontecem e tem um momento para acontecer, não tem mais volta.As relações líquidas me incomodam, mas fazem parte do cotidiano de muita gente.

"Sedes perfeitos como eu sou perfeito", palavras de Cristo escrita nos evangelhos. Olha, quero dizer que nunca chegarei a perfeição de Cristo. Nunca mesmo! Sou tão falho quanto as outras pessoas! Tenho cara de bonzinho, mas gosto de mulher, aprecio um bom vinho, uma cerveja,sou tão humano quantos os outros e sei ser sacana com muita sutileza.

Pelo mapeamento do eneagrama sou um "6" potêncial com uma dose de "1", mas já dei o primeiro passo para deixar o perfeccionismo: desconstruir. Só podemos construir o trabalho e o resultado dele, mas a vida não! Precisamos curtir!se é para um abraço, abrace ;se é para tocar um ao outro, toquem-se; se é para beijar: beijem-se; se é para conversar:, converse; se é para celebrar: celebre.

Carpediem para todos!

14 abril 2009

Respostas

Conversas, conversas. Sonhos com ex-, amigos, gente que deixou suas marcas em corações arrasados, saudosos. Abaixo, algumas frases de importantes autores que escreveram sobre o combústivel que nos faz relembrar algumas coisas.

"...Na alma, o tempo é sempre presente. A alma vive chamando de volta um tempo que já passou: isso tem o nome de saudade...
A alma é atrasada. Não quer progresso. Não quer ir para o futuro. O que ela deseja mesmo é voltar para o passado porque é no passado que moram os objetos que ela amou e perdeu. A alma navega sempre ao contrário, na direção do amor."

Rubem Alves em "Pra isso existe Deus". Folha de São Paulo, cotidiano, pg. C 2 - 14/4/09

"lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o encontrarás" ( Eclesiastes 11.1)

"As águas do rio da alma são circulares. O que se pensa perdido volta. E é pra isso que existe Deus, pra fazer as águas do rio do tempo voltarem e assim nos curar da saudade..."

Rubem Alves em "Pra isso existe Deus". Folha de São Paulo, cotidiano, pg. C 2 - 14/4/09´

"Alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem, vida tira a mancha que há no meu ser
Te quero ver, te quero ser Alma "

Milton Nascimento (Änïmä)