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24 novembro 2009

Mundo Estranho

Um smartphone, idéias, olhares e a ansiedade e a nossa vontade de buscar novos caminhos . É assim é a vida, as amizades e os relacionamentos.

"Agora é o encontro e também despedida, a plataforma dessa estação é a vida". Assim, já escrevia Fernando Brant e Milton Nascimento. Todos os nossos encontros devemos tratá-los como despedida? É isso que esta última frase da belissima canção do Milton nos faz entender?

Namorar é bom, ótimo, uma relação gostosa, a dois; uma relação de cumplicidade, troca, onde é permitido se conhecer e amar de verdade. Mas é passageiro, tem prazo de validade, muito curto.

O abraço, colo, um toque mais intímo e agora, o casamento tem prazo de validade. As vezes não temos vontade de celebrar um matrimônio, dá desgosto e parece tudo tão liquído, tão "pegante", uma ficada e nada mais.

No lugar da conquista e do sentimento está a necessidade de toque, contato, satisfação. Parece que o compromisso deu lugar ao momentâneo e a compra de acessórios e "test bed's", um vibrador, chicotinhos e outras coisitas a mais para apimentar o "cruzamento", digamos assim.

Não podemos generalizar, há pessoas boas neste mundo, exemplos lindos, garotas formosas com desejo de casamento, noivar-se, mulheres onde não deixaram morrer o "sexo frágil". A independência ela é bonita, maravilhosa, mas não pode matar o lado feminino e o lado da permissão.

24 abril 2009

Diferenças?


Será que no céu há diferenças? Ah! E no inferno? Cadeira geral? Então por que esse corporativismo da igreja católica com relação ao ex-clérigo paraguaio? Como os próprios líderes fazem tão pouco caso do uso do preservativo e do aborto em caso de estupro e acham que essas pessoas vaõ para o inferno?

"Não é preciso ser teólogo para entender que existe tratamento VIP para uns e cadeira geral no inferno para os menos privilégiados" Barbara Gancia , 24/04/09 - Folha de SP , Cotidiano.

A crentolândia não fica muito atrás. Já vi alguns mocinhos que por ato de deliberada vontade tiveram relações sexuais com moçoilas da comunidade serem "queimados" em praça pública. Aquele cerimonial, com choro e abraço de pastor e uma série de punições: não pode estar na frente do templo, e probido isso, aquilo. E o sujeito fica com "cara de bandido" perante aos "puritanos" da casa sagrada.

Como será o julgamento? Quais são os critérios? Será que o mesmo Deus que criou a vida, pois acredito no criacionismo, e mostrou durante toda a história que somos feitos de altos e baixos, ele vai estabelecer critérios tão rigidos como os lideres religiosos colocam?

Quem ama, espera. Mas e os casais que se conhecem na mesma igreja e anos depois separam e fazem uma "troca"? Antes que entre em paranoía, termino com a frase final da música do Gonzaguinha " é a vida..."