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10 novembro 2009

Falta de combústível

Vontade, essa é a palavra mais certa para descrever a forma como saí da sessão terapeutica de quinta passada. Enfim, sexta-feira foi bom, enfrentei, saí, sábado também saí, e no domingo, passei praticamente a tarde e a noite fora de casa. Mas segui a minha luta até a terça-feira.



A terça-feira não foi boa. Cada dia me decepciono com os crentes, eles me irritam, são legalistas, cheios da razão, querem dar conselhos, dicas e se escondem atrás de Deus para emitir as piores mensagens. Fui vitimado por essas mensagens podres , moralistas e evangélicas a tal ponto de me causar tristeza e paralisia.


Terminei o expediente mais cedo. Não consigo escrever uma vírgula para o meu blog, cancelei compromisso para ficar em casa, quieto e tô triste. Estou numa batalha absurda para construir, recuperar, viver, superar e vem essas drogas evangélicas para destruir e quebrar pontes?



A pior droga deste país é essa miserabilidade evangélica, essa pobreza de espírito e as pregações de alguns emergumeros de pastores onde dá vontade de cortas os pulsos. A minha maior libertação e ir para o divã de uma clinica psicóloga e escutar boa música com gente tão talentosa como Chico Pinheiro, Benjamim Taubikin e outros talentos.



As minhas celebrações é ouvir música, conversar com amigos de verdade e ter bons conselheiros. Cansei das mensagens evangélicas moralistas, prefiro os sons e as palavras vindas de gente simples e com vontade de viver.

02 setembro 2009

Elefante x Rato: o desafio de um cara sozinho na balada

Sábado, um pouco de conversa, aprendizado com o grupo do Eneagrama, ida a comunidade onde pude celebrar, comungar e tocar. Depois , uma passadinha no Jazz nos Fundos.

Enfim, um sábado legal, interessante. A minha fase do "melhor só, do que mal acompanhado" é muito boa. Ao mesmo tempo, onde posso curtir em silêncio, observar, conversar com as pessoas mais legais, tenho descoberto o meu lado "formiguinha" ou "ratinho" em meio aos elefantes, um animal de grande porte.


Desculpe a redundância, mas vou repetí-lo mais uma vez: Elefantes! Sim, eu comparo o grande animal a indelicadeza feminina "se quiser venha me traçar, Gostosão!". Não são todas assim, mas quando o sujeito chega educadamente para uma garota, ela nem pede licença e vira as costas e vai embora. Logo, isso é comportamento animal e comparo algumas donzelas a elefantes.


Senti um rato em meio a dois "elefantes" na balada.Aproveitei a situação do "salve-se quem puder" na copa e troquei algumas palavras. A garota nem pediu licença e já saiu como um furacão e utilizou a "saída pela direita", bem essa frase conhecida pelo personagem Leão da Montanha, de um antigo desenho animado da Hanna-Barbera.


Justamente por ser um cara de pau, onde converso, mas com educação. Não faço como um rapazinho que "deu uma passada de mão naquele lugar na moça" e a "graciosa" ficou toda saídinha e foi extremamente atenciosa com o "garanhão". Também registro aqui a tentativa de dois caras, sem sucesso, conversavam com duas bonitonas e nem trocaram telefones no final da conversa e deram um "tchau" como se fosse um "até nunca mais".


Carpediem e Tempus Fugit para todos os caras "bonzinhos" como eu,rs...

23 agosto 2009

Avaliação

Três anos de aprendizados. Descobri muita coisa, reafirmei alguns sentimentos, um processo forte de amadurecimento.


Alguns períodos foram importantes na minha vida e foram como vozes gritantes para procurar ajuda terapeutica e amigos. Sim, é nessas horas onde aparece o amigo de verdade. Confesso, tenho poucos, bem poucos.


Fiz três pautas para o Paulicéia do Jazz ontem, 22/08. Foram super legais, conversas com muito aprendizado e ver gente talentosa, amante e tocar o instrumento com prazer abençoando pessoas ali na Teodoro Sampaio.


Encontrei com a Sú, minha professora de fotografia da Universidade Paulista, onde tive que tirar um tempo de ausência para me recompor de algumas crises internas, familia, saúde, financeira. O meu lado organizacional pediu para colocar a vida em ordem, mal de 6, segundo o Eneagrama.Logo, o encontro foi bom, gosto muito de conversar com ela, aliás, as conversas com jornalistas são bem produtivas, assuntos não faltam.


Mas estou vencendo o meu lado "E.T".Para quem morria de medo das pessoas, hoje já faço o meu "barulho". Lembro que o meu primeiro barulho foi na UNISANT'ANNA em fevereiro de 2006. Quase conheci todos os coleguinhas das outras turmas de jornalismo. Prometi que iria junto com alguns parceiros na sala das estudantes de Relações Públicas, mas não achei uma janela para fazer isso com os meus ex- colegas de sala, que hoje são meus amigos.


Enfim, não tenho medo, sou cara-de-pau e vou em frente. Fiquei magoado com a comunidade religiosa por ter me castrado uma época, pois não podia tocar nas "santinhas do nome de Jesus". Enfim, as "dondoquinhas da crentolândia", gostam muito de presença masculina e tem as suas vontades como toda mulher normal.


Logo, omiti esse processo para o convivio na comunidade religiosa. Portanto, eu tive a versão faculdade e a versão dentro da igreja.Mas era um meio para não ferir e não desagradar a liderança, ou seja: medos das versões passadas.


Lembro de uma "amiga", entre aspas, pois eramos mais namorados do que amigos e vivi essa relação por um ano e meio. Guardei em segredo, comigo apenas e aos poucos, ao estar no final, comecei a revelá-la para amigos.Enfim, esse foi o ponto de partida para a volta ao divã, abrir a boca e confessar o incômodo, a dúvida. O ajuntamento de crises familiares e a descoberta do prazer foram alíbis para o retorno a terapia.


Meu amigo, foi incisivo e me passou o telefone de uma terapeuta com especialização em sociodrama e sexologia.Ao começar, percebi o quanto estava destruído e precisava de auxílio. Logo, as minhas forças para os passos de humanização eram fortes e pude perceber o quanto sou vivo e tenho vida.


As minhas idas a igreja diminuiram. A falta de compreensão, a exigência de algumas moças crentes com relação a presença masculina, a provoção sexual de outras foram fatores que me fizeram tomar uma postura low profile com relação as idas a comunidade. Priorizei livros, textos, idas a bares, shows , sozinho. As vezes com uma amiga, mas amiga mesmo, de conversa, de bons papos, apenas!


Hoje junto tudo isso que escrevi.Uma boa alma, que foi escurraçada da "filial crentolândiana do ABC" em 2004, surge estratégicamente para ajudar a falar, abrir o coração para a vida. Fui o primeiro da "geração matrix do ABC" a sair fora e ir para o circo. O circo é bom, palavra forte. Não tem show de crente; mas é a bibilia como ela é de verdade e a senha na vida do Cristão é : ética!


Faço uma força absurda para voltar a frequentar a comunidade onde algumas moças me subestimaram masculinamente e não entenderam o meu jeito de ser. As do "mundo" também me subestimaram. A mídia, vagabunda, anti-democrática, impõe valores, que odeio. Não sou o "brucutu", o "bombadinho" do passeio com o pit-bull. Logo, ando com um maltês e uma cocker e sou zuado até pelos meus vizinhos.


Já briguei com alguns deles, fui ameaçado por dois. Mas sigo a minha vida, não tenho medo. As vezes, tenho vontade de encarar esses "nóias" cara-a-cara só para provar a minha masculinidade. Mas não preciso provar masculinidade para viado e as "gatinhas da crentolândia", especialmente para essas que estão a fim de"dar" para o colega de serviço e ficam questionando a minha capacidade para "pegá-la".


Sou homem, gosto de mulher, cerveja, música de qualidade, trabalho, cozinho e leio bons livros. Não preciso queimar gasolina, cantar pneu e andar com pit-bull para mostrar o quanto sou viril. Espero que a espiritualidade me aceite assim! Sei que a igreja não me aceita