Páginas

Mostrando postagens com marcador encontros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador encontros. Mostrar todas as postagens

07 abril 2010

Garoa forte em São Paulo: encontro,boa história e aprendizado

Mais um dia de garoa forte e no caminho para o centro da cidade para seguir em direção ao bairro da Santa Cecília para encontrar com uma amiga.
Capricorniana, 30 anos, nova na cidade de São Paulo, vem lá do interior das Minas Gerais para a "cidade grande" em busca de novos contatos para dedicar-se somente como cantora.
Por enquanto ela atua como jornalista. Mas seu sonho é somente viver da música e dedicar-se totalmente a arte.
Durante um período se ausentou da música, dedicou-se ao jornalismo. Trabalhou como produtora, assessora de imprensa e diretora de redação. Mas o canto é interessante, o lance motivador para trabalhar e o que dá prazer para trabalhar.
Essa pequena narrativa é possível tirar algumas importantes lições:
Não é o dinheiro a fonte da felicidade; mas o prazer em fazer algo bom e motivador é o caminho para o sucesso e a realização profissional.
O capital motiva a busca desenfreada por mais ganhos, atolamento de trabalhos. Já, a religião, através das imposições culturais e suas mandingas denominadas "orações", colocam na cabeça do indíviduo a prosperidade e a busca desenfreada de valores.
Trabalho é ótimo, mas é preciso ocupar-se de outras atividades mais leves.

19 maio 2009

Apesar de tudo, eu creio

Cansei de pessoas que me subestimam, das que têm pressa para um momento, uma curtição. Interessante, o olhar, o sentido, o toque, o observar deram lugar aos amassos intensos, penetrações violentas, onde a mulher abre as pernas e apenas diz: faça tudo, só não me estupre e mate.

É possível encontrar alguém que deseja ser amado?

Parece que as mulheres quando encontram um ser carinhoso, cuidadoso, gosta de carinho e estar junto, julgam que esse não é o homem ideal. O "macho" é aquele que joga a mulher na parede, tira a roupa e já vai partindo para "arrancar" a calcinha. A impressão que tenho é que esse tipo é o "cara".

Os efeitos do capitalismo selvagem invadem os quartos, os momentos intímos dos casais.Jogar a largatixa na parede, ser chicoteada é muito mais interessante do que descobrir, brincar, estar junto.


Algumas chegam colocar a sexualidade do parceiro em jogo. Reclamam que não gostam, se sentiram homem. Agora pergunto o que é ser feminino? Não é estar receptiva a classe, o cuidado masculino, ao carinho que o homem tem para com a mulher no ato?

É possível encontrar alguma mulher que deseja ser amada?


As moçoilas da crentolândia não ficam atrás. Elas querem amassos, "pegada", intensidade. Não dúvido que gostam de uma "boa noite" num motelzinho super legal e questionam alguns "irmãos crentes", dizendo que os rapazes não são bons de "pegada" e questionam a sua sexualidade.

O mundo está relapso. Qual a solução, ser um "filho-da-puta"? Ser um "cara" que vai, lança o super xaveco e leva a garota no mais profundo êxtase e a joga na parede e satisfaz toda a sua ânsia por sexo e ali a sua alma feminina é tocada? O capital exige que eu esteja totalmente "ligadão" para já olhar e já "desflorando" de primeira?

Por que alguns moços igrejeiros estão virando gays? E as moças "crentes" são tão preconceituosas que não permitem dar uma "segunda chance" a alguém que deseja amar? Não só as crentes, mas as mulheres querem resultados imediatos e me subestimaram , tanto a minha sexualidade quanto a atitude que tive no momento. Elas não querem dar uma "segunda chance" para quem passa por um processo de cura da alma.

Ainda não achei uma mulher que tem alma feminina de verdade. Até o momento só achei máquinas de fazer sexo, nada mais.Não encontrei alguém para amar e me compreender.Eu acredito que vou encontrar a amada!

22 abril 2009

Domingo com chuva, pessoas reunidas e encontros inesperados



Chuva intensa, pista molhada e transito confuso. Motoristas desastrados. Alguns pensam que são pilotos de rali, outros usam o carro para se proteger das gotas e a barbeiragem era geral pelas ruas paulistanas.

As gotas eram tão fortes que o limpador de para brisa não vencia. As avenidas Aricanduva e Radial Leste, principais ligações dos bairros para o centro da cidade, estavam completamente tomada pelos carros. Buracos e poças d’água eram constantes nessas vias. A educação dos condutores paulistanos era de ótima qualidade. Enquanto conduzia o meu carro a 50km/h, outros andavam a 80 e a 120km/h. Enfim, cheguei na Igreja Batista de Água Branca.

O terreno onde está a igreja é grande. Cabem muitos carros, muita gente de vários lugares da Capital e Grande São Paulo.Todos os domingos, 2.000 pessoas em média freqüentam a tenda. Ao chegar eu vi o estacionamento lotado. Era impossível contar o numero de carros estacionados no local. Quando entrei, a chuva começa a cair. A fúria das águas era muito intensa que no decorrer da ministração da mensagem do Ed René, líder sênior da igreja, começa a gotejar dentro da tenda. Os indivíduos que estavam sentados ali se levantaram desesperados e alguns foram embora; outros ficaram em pé nas laterais e na minha frente havia duas garotas: uma loira e uma morena. A todo instante elas olhavam atônitas para a movimentação e para os dois funcionários da equipe de manutenção puxando a água que vinha de uma das saídas da tenda.

Quinze minutos depois, o ministrante encerra a mensagem. A cara de preocupação de alguns idosos era visível, outros aproveitaram para cantar e conversar. Mais de 2.000 pessoas, dentro de uma tenda circense, ilhadas e esperando os avisos de um dos lideres da comunidade que estava mantendo contatos com a CET (Companhia de Engenharia de Trafego).

Depois de uma hora, eu saí. Quando seguia em direção a Praça Giacomo Zanella, que é cortada pela Avenida Marquês de São Vicente, vejo muitos automóveis parados. Ao chegar um pouco mais à frente, a praça estava totalmente intransitável e alagada. Retornei, dei mais uma volta pelo estacionamento e fui pela alameda que sai na Avenida Nicholas Bôer. Encontrei mais pessoas preocupadas e temerosas quanto a avenida que iriam passar. Pois o local é ermo, escuro e bastante perigoso. Mas insisti, segui os outros carros e fui em direção a avenida.

O transito estava mais tranqüilo e consegui retornar e voltar pelo viaduto Pompéia. No momento que passei a avenida não estava alagada e consegui voltar para a Zona Leste.

Um domingo diferente, onde o calor intenso das manhãs aquece as nuvens e elas respondem com a chuva. Água, que cai dos céus, molham a terra; inundam avenidas, ajuntam pessoas dentro de uma tenda e promove encontros.