Páginas

Mostrando postagens com marcador chuva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chuva. Mostrar todas as postagens

06 abril 2010

Chuva em São Paulo: desfile de cores e criatividade no vestuário

Frio, chuva fina e as blusas e as botas maravilhosas das mulheres que desfilavam pelas ruas paulistanas na segunda-feira.

São Paulo com chuva é uma outra cidade. Enquanto a grande mídia mostra a desgraça, os congestionamentos e os fatos negativos da paulicéia; aqui, este espaço onde poucos lêem, propaga o lado positivo do cenário chuvoso da capital paulista.

Guarda-chuvas coloridos, pretos, azuis e transparentes compõem o cenário da São Paulo úmida. Fim de tarde, a cinza dá lugar a noite, ao azul escuro e as gotas de orvalho caem sobre a metrópole.

Não importa se a garoa intensa atrapalha a visão dos motoristas ou haja a necessidade de ligar o limpador de para-brisa numa velocidade maior. Logo, a segunda-feira paulistana era um dia de contemplação, observar a beleza existente na maior metrópole brasileira.

09 dezembro 2009

Encontro das Águas e um pedido

São Paulo, cidade das surpresas e das chuvas intermitentes. Nossa, 16h de chuva fortes e continuas cairam sobre a cidade e mais uma vez a falta de capacidade de nossos governantes estava a mostra para todos os habitantes da mega cidade.

Hoje, após a catástrofe de ontem e conversar com algumas pessoas que evitaram sair de casa ou enfrentaram o caos paulistano, quero transcrever duas frases legais de um análise feita por Hélio Schwartsman, na Folha de São Paulo, de 09/12:
" De quem é a culpa pelas enchentes? Suspeitos é o que não falta. Eles vão desde o prefeito Gilberto Kassab até a temível zona de convergência intertropical, passando por Deus, pelos municípes que atiram lixo na rua e pelo contigenciamento das verbas da limpeza pública.

....O mal existe ou é mera aparência? Se existe é um conceito que se aplica a morte de crianças em "desastres naturais"? Se não se aplica a uma situação dessas, para que serve?"

Lembrei de ontem do Sr. Paulo, o pedreiro que trabalha aqui em casa: " Rapaz, você está orando pouco para essa chuva cessar!?"

Pois é, os meus pedidos para o pai devem ser macros, além dos limites do meu teto. É preciso pedir ao pai eterno que ilumine a cabeça dos representantes em Copenhagen e os países desenvolvidos aceitem reduzir o número de emissões de CO2, rogar ao todo poderoso para que pessoas tenham discernimento e plantem mais árvores e reservem um trecho de terra no quintal para plantar e cultivar boas sementes.

É desse jeito: somando, ajuntamento! Chega de orações egoístas e umbigólatras.Vamos utilizar mais a bicicleta e o transporte público e deixar mais o carro em casa. Ande mais a pé, faz muito bem! Esta é a minha oração: atitude e sem línguas estranhas, apenas ações pontuais e verdadeiras.

09 setembro 2009

Amigo: Leia, pense e faça valer!

Chuva, congestionamentos, criança soterrada, pessoas desesperadas e os guardas-chuva batendo um no outro pelas calçadas paulistanas. Uma curta estiagem das 14h00 às 16h10, depois a aflição tomava conta do rosto das pessoas e os motoristas ansiosos para chegar no destino final.

Essa foi a São Paulo de ontem. As ruas da Zona Leste com muito lixo acumulado, jatos d'água escorriam junto ao meio-fio e as nuvens escuras tomavam conta do horizonte do leste paulistano.

jardineiros infiéis?


Adão e Eva eram os dois jardineiros da espécie humana. Logo, nós humanos, que só pensamos em "montar" nos nossos carros e sair queimando gasolina, ou seja: combustível fóssil!!! Os senhores tem noção quantas partículas de Gás Carbônico são despejadas no ar?


Quantas arvores são decepadas em São Paulo? Na rua Ursa menor, na Zona Leste, haviam 57 árvores! Hoje menos de 20. Os cidadãos não são preparados para aprender um pouco sobre ecologia, mocinhas independentes, bonitonas, saradonas, despejam óleo de cozinha no ralo da pia; Cuecões jogam o osso da coxa de frango na calçada; não dá!


Tome uma atitude!


Em vez de detonar a árvore da sua casa, por que não compre uma de raiz menor? Se a louca da sua ex-, ou atual esposa arranca uma palma e faz um strip-tease para provocar a sua ira, meu caro, vira HOMEM e faça essa víbora replantar o vegetal.


Ande com um saquinho de pão e não jogue a sujeira no chão! Não é conselho de "eco-chato" mas de um ser indignado com a estupidez humana e o capitalismo selvagem mostrado em telejornais e veículos impressos.


22 abril 2009

Domingo com chuva, pessoas reunidas e encontros inesperados



Chuva intensa, pista molhada e transito confuso. Motoristas desastrados. Alguns pensam que são pilotos de rali, outros usam o carro para se proteger das gotas e a barbeiragem era geral pelas ruas paulistanas.

As gotas eram tão fortes que o limpador de para brisa não vencia. As avenidas Aricanduva e Radial Leste, principais ligações dos bairros para o centro da cidade, estavam completamente tomada pelos carros. Buracos e poças d’água eram constantes nessas vias. A educação dos condutores paulistanos era de ótima qualidade. Enquanto conduzia o meu carro a 50km/h, outros andavam a 80 e a 120km/h. Enfim, cheguei na Igreja Batista de Água Branca.

O terreno onde está a igreja é grande. Cabem muitos carros, muita gente de vários lugares da Capital e Grande São Paulo.Todos os domingos, 2.000 pessoas em média freqüentam a tenda. Ao chegar eu vi o estacionamento lotado. Era impossível contar o numero de carros estacionados no local. Quando entrei, a chuva começa a cair. A fúria das águas era muito intensa que no decorrer da ministração da mensagem do Ed René, líder sênior da igreja, começa a gotejar dentro da tenda. Os indivíduos que estavam sentados ali se levantaram desesperados e alguns foram embora; outros ficaram em pé nas laterais e na minha frente havia duas garotas: uma loira e uma morena. A todo instante elas olhavam atônitas para a movimentação e para os dois funcionários da equipe de manutenção puxando a água que vinha de uma das saídas da tenda.

Quinze minutos depois, o ministrante encerra a mensagem. A cara de preocupação de alguns idosos era visível, outros aproveitaram para cantar e conversar. Mais de 2.000 pessoas, dentro de uma tenda circense, ilhadas e esperando os avisos de um dos lideres da comunidade que estava mantendo contatos com a CET (Companhia de Engenharia de Trafego).

Depois de uma hora, eu saí. Quando seguia em direção a Praça Giacomo Zanella, que é cortada pela Avenida Marquês de São Vicente, vejo muitos automóveis parados. Ao chegar um pouco mais à frente, a praça estava totalmente intransitável e alagada. Retornei, dei mais uma volta pelo estacionamento e fui pela alameda que sai na Avenida Nicholas Bôer. Encontrei mais pessoas preocupadas e temerosas quanto a avenida que iriam passar. Pois o local é ermo, escuro e bastante perigoso. Mas insisti, segui os outros carros e fui em direção a avenida.

O transito estava mais tranqüilo e consegui retornar e voltar pelo viaduto Pompéia. No momento que passei a avenida não estava alagada e consegui voltar para a Zona Leste.

Um domingo diferente, onde o calor intenso das manhãs aquece as nuvens e elas respondem com a chuva. Água, que cai dos céus, molham a terra; inundam avenidas, ajuntam pessoas dentro de uma tenda e promove encontros.