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05 dezembro 2009

Crentolândia: lugar das filtradas e inseguras

Sexta-feira fria em São Paulo. Após a tempestade de quinta, onde congestionou todo o trânsito da cidade e provocou vários deslizamentos de terra em casas edificadas próximo as encostas e morros. Enfim, o frio chegou!
Neste momento, sábado, às 10h56, há um ventinho frio, uma discussão dos meus pais e eu com uma vontade imensa de obter os meus 20% para financiar um imóvel e ir embora daqui e morar sozinho.

Só fico indignado com essas moças que vão para a igreja. Como são estranhas? Perdoem-me por mudar tão bruscamente o "timing" de leitura, mas cada dia eu crio uma rejeição sobre essas moças do círculo religioso. A idade vai passando, o tempo passa, o peito cai, mas a cabeça é a mesma: quadrada, limitada, cheia de filtros. Que chato!
Depois reclamam do papel do homem, da pró-atividade, a falta de empreendorismo. Vejam só: a garota vai compra ingressos para ir ao teatro, chama uma amiga e um primo e me chama. Fez várias perguntas se eu ia para "tal" lugar e pensei: "Bom, agora é a hora de investir, os sinais são muito significantes".
Ligo na terça à noite e ela diz que vai pensar e me daria uma resposta a posteriori . Hoje é sábado e nenhuma resposta. Quer saber: TÔ DE SACO CHEIO!

04 outubro 2009

Cinzas, conversa, cerveja e indignação

Sábado nublado em São Paulo. A avenida paulista com poucos carros, pessoas circulavam nas suas largas calçadas e apenas um carro vermelho, com alguns sujeitos radicais de esquerda em cima de um trio elétrico e faziam um protesto contra o senhor de bigodes ,considerado o vice-deus em um estado nordestino e presidente do senado federal.

Segui meu caminho e pude encontrar com um musico poçoscaldense que entrevistei. Eu o considero muito mais paulistano do que muitos nascidos nesta cidade. Compositor, violonista, cantor, Daniel Laier, recentemente gravou um CD e está a procura de gravadoras, interpretes para cantar as suas composições.


Um bom bate papo , onde pude conhecer mais o trabalho do artista e observar melhor o CD. Após o tempo na espaço de convivência da livraria FNAC,segui até o bairro do Paraíso para assitir aula e encontro terapeutico baseado nos estudos do "Decifra-te e reconcilie consigo mesmo".


Após a aula, um tempo para comemorar, conversar, chopp, ir para um lugar bem paulistano, do lado da 23 de maio. Comemorar a superação dos "1", ou perfeccionistas, detalhistas, os sedentos para mudar o mundo.


Tanta coisa para fazer ao chegar em casa. Logo, senti meio dividido entre ir ao jazz nos fundos ou ir para casa.Mas as responsabilidades pesaram e decidi enfrentar o trânsito da Radial Leste e uma passadinha no Shopping Aricanduva.


Engraçado, o que é zona leste? Há pessoas e pessoas! Pois sou morador desse lugar, mas não ouço funk e créu. Logo, como as pessoas dessa região da cidade gastam combústivel, usam muito o carro, poluem o meio ambiente e ecologicamente incorretas. Pude ver inúmeros carros de todos os modelos, novos, velhos e sucateados no estacionamento do shopping; garotos negros, com cabelos pintados de loiro; meninos mal vestidos, roupas carissimas e mal trajados. Mundo estranho.


Ao sair do estacionamento e seguir em direção a avenida Aricanduva observei motoristas estupidos, imbecis e rasgavam pela avenida em direção a São Mateus. Garotos, com aqueles faróis de neon, ultrapassavam veículos como loucos. Uma direção selvagem e estúpida. Culpa de quem?


Não sou Deus, mas como vou interferir nesse sujeito onde o seu primeiro brinquedo foi um carrinho e um jipe elétrico? Me ajuda aê, "tio" Serra!