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15 dezembro 2009

Um "Moço velho", Um orador e um abraço inexistente

"Coração que abraça o mundo", foi o tema da campanha de natal da Igreja Batista de Água Branca. Uma igreja que tento frequentar, tento participar e confesso que tenho muitas dificuldades com o público de lá. Aliás, tenho dificuldades com todos os "evangélicos" acho um público estranho, confesso.
Todos os lugares tem pessoas boas e ruins. Gente legal e chata, triste e pentelha. Velhinhos legais e chatos e aqueles "tiozinhos" solteiros e "tiazinhas" solteiras chatas e legais ou, no masculino, como você, caro leitor, prefere.
Aprender a conviver com as diferenças é o que a minha terapeuta sempre me aconselha;logo, tento! Mas o que me chama atenção é a posição de alguns "tios" com relação ao morar com a família e a ultima frase de Ed René de domingo passado, 13/12.
Pentelhildo*, um solteiro mala
Pentê* um "tiozão" residente na divisa entre a Vila Matilde e o Bairro do Tatuapé, ou Chácara California para ser mais exato é um jovem senhor de 46, independente, solteiro, sem filhos, encalhado e com uma experiência de 10 anos de vida em terras do tio Sam e voltou para a patria mãe-gentil há exatamente 8 anos. Quando o cumprimentei, o "jovem" disse:
"-Quem é você?"
Disse: "Sou o Luís!" . "- O quê?" - além de metido a jovem e surdo,rs..."
" - Sou o Luís!" e O "tiozão" começou a me interrogar até quando ele fez a pergunta: " - onde você mora?"
Estratégicamente não falei que moro em São Mateus, pois infelizmente até hoje o lugar onde moro é motivo de piadas de mal gosto! Disse assim:
"- Moro na Zona Leste, no final da Avenida Aricanduva!".
O "tio" manda a segunda pergunta: " - Moras com quem?". Imediatamente respondi: " - Com meus pais". Aí, o idoso travestido de jovem começou a tirar gás, falar besteira, zombar que moro muito longe e deveria morar sozinho, pois a familia atrapalha e um cara tem que ser independente.
Confesso que ao ouvir tudo isso fiquei muito ofendido e imediatamente retruquei: " - Pois é, meu caro, mas neste universo do circão todos moram longe e distantes!"
Logo, o "tiozão" mudou a conversa e me convidou para ir na casa dele, conhecer a casa! Um pentelhão e chato por sinal.
Ed, "o cara"!
Tem algumas figuras neste meio religioso que são ótimos: Ed Rene, Ariovaldo, Levi Araújo são figuras raras, caras que não consigo chamar de pastor, parece que trava, não "dá liga", prefiro chamar direto pelo nome.
Ontem, ao finalizar a celebração, Ed disse sobre a responsabilidade da comunidade abraçar as organizações e as entidades assistenciadas, mas que cada um lembrasse de alguém que mais desejaria abraçar e o fizesse isso com mais profunda sinceridade e honestidade.
Confesso que sai correndo daquela tenda e fui direto para o meu automóvel. Não resisti, caí em prantos pois veio de encontro com algo que sempre a minha terapeuta dizia: " Não paralise, continue" e imaginei a quantidade de homens e mulheres frequentadores ou "usuários" que tiveram seus casamentos terminados, seja por divorcio ou uma fatalidade e rapazes e moças solteiras sem família.
Imaginei também pessoas que perderam seus pais em tragédias como acidentes de automóvel, guerra, atentados, como seria ouvir "pense numa pessoa que mais gostaria de abraçar e transmita o seu abraço sincero a ela"?
Lembrei de alguns amigos, de pessoas onde ,por opções defensivas, resolvi me afastar e não continuar a caminhar com elas. Enfim, ontem foi um dia que não consegui falar com ninguém e acredito que muita gente saiu correndo e fez o mesmo.
* nome ficiticio

11 novembro 2009

O "blackout" atingiu as minhas funções cognitivas

Sem vontade, desanimado, nojo, revoltado e repúdio a qualquer atitude onde considero imoral e anti-ética.Não sei se tenho amigos de mais ou de menos, não sei se todos são meus amigos ou apenas são pessoas que querem me derrubar e me ver mal., Logo, só sei da minha herança maldita: "o medo".


Parecia que vencia as minhas deficiências e dificuldades no final de semana, mas travei. Estou com sensações estranhas.Sinto impotente em meio a tantas coisas e hoje estou off line, não quero conversar com ninguém , pois vou brigar e muito.

Tem gente que é muito maldosa ao falar as coisas pra mim, pois jamais deveria falar ou opinar sobre alguma coisa. Deixa eu viver, errar, tropeçar para tomar coragem. Neste momento estou para ter um ataque de nervos, por isso escrevo.

Neste momento faço o meu trabalho a doses homeopáticas. Estou com muita dificuldade para cumprir os prazos, pensar... Tá difícil, muito difícil...

18 setembro 2009

Feira livre: cores, beleza, sujeira e miséria

Todas as sextas-feiras, a partir das 04h30 da manhã, homens e mulheres com seus caminhões, peruas e automóveis estacionam nas ruas tranversais a Ursa Menor, na região de São Mateus, para retirarem seus apetrechos - tábuas, cavaletes, lonas e estacas para armarem as barracas em toda a extensão da via.


Após a finalização da montagem da estrutura, os trabalhadores começam a estocar as frutas, folhas, legumes. Alguns decoram as laterais das tabuas com folhas de alface, outros procuram separar os produtos nas bacias para facilitar o manuseio do cliente.


Por volta das 08h00 da manhã, os primeiros clientes aparecem e, consequentemente, as primeiras vendas. Duas horas depois, a procura por frutas, legumes, verduras, aumentam e ao meio-dia é o horário de congestionamento nos longos corredores. As 14h00 inicia-se o desmanche dos pontos de venda, a imensa movimentação de carentes, catadores de papelão e os garis para fazer a limpeza da rua.


A feira não é apenas a chegada, instalação das barracas, venda e arrumar os pertences e ir embora! É a dificuldade , alimentos estragados, a difusão da pobreza, o lucro baixo - onde o empreendedor mal consegue dinheiro para fazer a manutenção de seu meio de transporte, a falta de infraestrutura - banheiros químicos, policiamento -e o desinteresse pelo poder público em cuidar de um importante local de compras e turismo da cidade.

09 agosto 2009

Coisas difíceis

Dia dos pais. Um dia que todos os carros congestionam as ruas, ônibus lotados com letreiros digitais escritos: "parabéns papai", almoço, presentes, coisas inventadas pelo comércio! Mas como é essa história de dia dos pais?

Pai é presente todo o dia, diário. É uma relação continua, contato, conversa. Há filhos com relações ruins com os pais, especialmente com o patriarca, a ausência, a distância. Alguns só conheceram o pai aos 14 anos, tiveram um contato conflituoso, distante. Para o progenitor, alguns filhos fizeram escolhas rebeldes, erradas, devem padecer e negaram a ajuda.


Logo, alguns filhos lutaram, foram em busca de seus desejos. Outros, foram acometidos de enfermidades gravíssimas. Mas enfim, é um grupo com dificuldade para assimilar o dia dos pais como a mídia e a publicidade definiu.


Chorar resolve para esses indivíduos com pai vivo e ausente? Não há respostas!A vida é breve, sim. Tempus fugit, o tempo vai, a vida é breve "não para, não para" como o scratch da rádio Jovem Pan, mas é algo que nem a consulta terapeutica resolverá!


Deus, por intermédio do santo espírito que co-habita em todos nós. Sim, co-habita. Acredito, ele não se manifestou, mas ele se manifestará de alguma forma.


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"Para dizer eu te amo é preciso comer um prato de sal junto.", disse Bruno de Assis, um amigo, dramaturgo, graduando em filosofia e descobriu o "tesão" pelas letras.Isso mesmo, crentaiada! "tesão". Falta prazer nas pessoas! Aliás é algo inexistente nessas paróquias protestantes e católicas.


É possível amar alguém on line? Amar alguém por fotos? Difícil? Mas tem gente assim! Existe. Logo, enfim, são "candidatos" ou "candidatas".O amor só será descoberto presencialemente, com contato, relação tete-a-tete.


Mudanças, novas óticas de relação? Quem sabe, talvez Charles Pierce, Ziggmund Baumman e outros "papas" da sociologia e da semiótica expliquem essas "coisas do mundo moderno".


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"Minha alma é um bolso onde guardo memórias vivas. Memórias vivas são aquelas que continuam presentes no corpo", disse Rubem Alves. Recordar, não viver de passado, mas quem tem história lembra das coisas boas.


Algumas criaturas infelizes, totalmente institucionalizadas, "faz tudo" de igreja: toca, canta, pinta, engraxa sapato de pastor e outras coisas durante o domingo, de segunda à sábado está na solidão do seu quarto trancada a sete chaves e na sua auto justificação de si mesma com o seu belo corpo na sede por uma companhia masculina, diz assim: "quem vive de passado é museu".


E se a lembrança do passado é um processo de catarse? Cura interior, como os neo-pentecostais, essa gente do fogo e das comissões de frente junto ao ministério das comuincações, gostam de falar?Dificil!!!


09 julho 2009

Que dificuldade!

Olhos expressívos, sensibilidade, coração doído. Ah, dificil descrever as situações do dia-a-dia! Que terça-feira chata, dificil, rastejante.

Não conseguia andar, mal conseguia trabalhar. Muito dificil!

Agora estou bem, o negócio é andar para frente e seguir por esse percurso dificílimo desse túnel intermínavel.

23 junho 2009

Achados de jornal

Como todos sabem trabalho com Assessoria de Imprensa e num dos achados mais interessantes no Correio Popular de Campinas e ao lembrar das falas do facilitador do nosso grupo de estudos do eneagrama,Levi Araújo, achei esta obra poética de Gabriela Mistral:


"Somos culpados de muitos erros
e de muitos enganos mas
nosso crime maior é o abandono das crianças, o
desprezo pela fonte de vida.
Muitas coisas podem esperar. A criança não pode. Agora, é
o momento em que seus ossos são formados, seu sangue é feito
e seus sentimentos estão sendo desenvolvidos.
A criança, não se amanhã se pode responder: amanhã.
Seu nome é hoje."


Não consigo escrever um texto descritivo sobre uma criança de rua. Ou melhor, não tenho ideia de como descrever um menor abandonado. Sim, tenho muitos cenários: Av Sapopemba x Av Adélia Chofi, Av Sapopemba X Largo de São Mateus, Rua dos Patriotas x Av do Estado - lugares, descrições não faltam. Logo, a ausência de "abre", introdução,
não entra na minha cabeça