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12 setembro 2009

Dois caras geniais e a indefinição midiática

Sigo vários blogs. Alguns são desprezíveis, outros merecem a atenção. Neste final de semana, o blog Na jornada, do Levi Araújo, ou Pastor Levi, como é conhecido no torrão andreense e no universo institucional religioso, postou algo muito interessante, onde os veículos de comunicação passaram batido.

É muito interessante o comportamento amórfo da mídia tupinikim. Na minha humilde cabeça, e isso era motivo para brigas e "arranca-rabos" na sala de aula, com colegas de sala, inclusive coleguinhas de imprensa, onde defendo o papel de pesquisador, estudioso e curioso do jornalista.



Levi


Você foi genial ao resgatar esse video no You Tube sobre o 11 de setembro latino-americano. Tenho uma admiração muito grande pelo Chile. Não só por Gabriela Mistral e Pablo Neruda,onde os considero os melhores literatos do país andino. Mas pela sua história, especialmente por essa figura chamada Salvador Allende.


A mídia esqueceu de lembrar o 11 de setembro de 1973! Realmente eu não vi nem em jornais e muito menos na TV. Levi, eu leio 15 jornais impressos, revistas, sites e tento ouvir 2 emissoras de rádio por dia e não ouvi e vi ninguém citar o fato trágico que abalou a América Latina.


Silvano


Não sou um fã do U2 pela musicalidade e se formos discutir históricamente o grupo irlandês, o seu reconhecimento internacional aconteceu no movimento punk do final dos anos 70 e como em todos os "movimentos" musicais, seja os nacionais e internacionais, tiveram o "dedinho" da indústria cultural, tão defendida por Theodor Adorno.


Logo, a marca do U2 são as letras maravilhosas, a forma maravilhosa como Bono Vox proclama o evangelho. Como diz Felipe Machado, em sua coluna Palavra de Homem, no Jornal da Tarde: "Queria ser esse cara!"


Entendo que para cumprir Mateus 28:19-20 não preciso vestir as vestes da crentolândia, terno xadrez e camisa branca e gravata vermelha, e uma bibilia como aparador de sovaco. Bono Vox cumpre o ide de Jesus dignamente, como um Cristão de verdade e sem defender "placas".


04 setembro 2009

midia x religião: entrelaçadas com o capitalismo

Dois lugares, distintos. Mas totalmente abraçados com o capitalismo selvagem. Um prega a "liberdade exagerada"; outro, a "castração" e enriquece ilicitamente líderes inescrupulosos, que financiam a baixaria, sexo, indústria cultural com dinheiro de fiéis. Abaixo, eu descrevi um pouco como é a função de cada um:

Midia:


Lazer, viver intensamente, mulher bonita, sexo desenfreado, consumo compulsivo e um belo casal num carro espetacular. Todas essas cenas são dignas de uma pregação midiática do Carpediem.


Já, a religião:


1)"ah, meu amado, você só pode fazer parte do grupo se você for casado no religioso com a sua companheira; caso contrário, você desagradará a Deus!"



2) " Você precisa fazer uma oferta sacrificial, se não Deus não concederá a graça!"



3) "Irmão, você precisa ficar longe de mulher! Tu estás causando muitos problemas para as "santas" da comunidade! A mãe da joaninha* veio até o meu gabinete reclamar de você, Joãozinho*!"



Ainda não pesquisei um termo latino para essas proibições eclesiásticas. "O passarinho preso na gaiola religiosa agrada mais a Deus do que o solto", essa é a impressão que tenho sobre a pressão de alguns grupos religiosos. A mídia, escancara e prega uma "liberdade", má e escravizante. Muita gente está mal por seguir "religiosamente" as novelas onde impõe modismos e "faz a cabeça" de algumas mulheres.



* nome ficitício