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22 fevereiro 2010

Apagão na tenda e conversas com "trabalhadoras" noturnas

Domingo de sol, primeiro dia de horário normal e algumas surpresas. Uma mensagem belíssima e forte do Ed Rene Kivtz na tenda e no final uma surpreendente queda de energia para quebrar todo o clima crentolândiano: uma musiquinha e grupos reunidos. Enfim, a escuridão invadiu o local e todos puderam olhar mais para si mesmos e gastamos mais tempo conversando e trocando idéias com outras pessoas.
Foi desafiador sair pelo escuro e olhar para as pessoas. Mesmo assim pude rever pessoas onde há algum tempo não via e conversar um pouco com novos amigos que fiz durante o tempo de descanso no carnaval.
Santo André
Por volta das 22h45, eu e meu amigo transitavamos pela Av do Estado e estava em dúvida em qual trajeto faria para seguir em direção a Vila Floresta. Enfim, segui por baixo do viaduto e fiz o caminho em direção a Avenida D Pedro I. Seguimos em direção ao um dos pontos de prostituição do torrão andreense e fomos visitar duas "operárias do sexo" naquele local.
Não fui em missão "fuderosiana", meu amigo foi para rever duas pessoas, amigas e eu fui para mais uma vez superar limites, quebrar paradigmas. Pois, ainda sou um verme, um c... no sentido pessoa e ainda preciso me humanizar mais.
Enfim, ficamos uns 20 minutos conversando com as duas trabalhadoras. A história de D. é comovente, uma mulher bonita, com um "sex appeal" bastante perceptivel, vários filhos, pequenos e adultos e estava lá para mais um dia de "trabalho" e bastante arduo, pois não deve ser fácil dar-se para homens mal cuidados e com "bafo-de-leão".
Já, sua colega, L., não tinha tanto "sex appeal" e forçava algo para tentar provocar os transeuntes um decote a mais e uma calça mais justa), logo a sua forma física não permitia mais isso, devido a idade.
Enfim, para osleitores moralistas ou os "pastores babacas" que não sabem o que fazer , eu e meu amigo estavamos com as "PUTAS". Mas simplesmente com um olhar mais humanitário sobre essas pobres moças que enfrentam a noite até a 01h00 da manhã para "dar" seu corpo em troca de uns trocos.

21 outubro 2009

Deixe o carro em casa e vá de ônibus!

Tarde fria de segunda-feira. Um ventinho gelado circulava pelos ares da Zona Leste e uma corrida até o terminal de ônibus para seguir até a cidade de Santo André. O relógio marcava 15h47 e subi as escadas do terminal rapidamente para alcançar o primeiro ônibus estacionado na plataforma "F" com destino ao Terminal Ferrazópolis.

Embarquei no veículo de 15 metros com sua parte traseira alta e a dianteira baixa. Uma espécie de Céu e Inferno, não tenho uma descrição melhor para isso. Alguns ônibus em São Paulo tem o tal do "piso baixo central", aí, uma descrição de Céu, inferno e purgatório.


Fora as descrições, uma viagem de 15 minutos até a Cidade de Santo André. Para quem iria pegar o carro e passar irritação ao trafegar pelas avenidas Costa e Silva e do Estados, apenas uma reta livre, rápida e com o conforto onde o passageiro merece.


Uma pena o Estado atrasar a entrega das obras dos corredores de ônibus de Guarulhos - Tucuruvi, Diadema - Brooklin, Campinas - Sumaré(funciona pela metade) e o tal VLT de Santos .Há um tempo atrás experimentei andar de ônibus na baixada e confesso: transporte de péssima qualidade. Enquanto isso, a indústria automobilística faz a festa e cada vez mais crianças queimam gasolina nas ruas paulistanas.

04 outubro 2009

Supresas, empurrões, olhares e uma curta conversa

São Paulo da agitação,do trânsito e das pesssoas desesperadas. Uma sexta-feira onde o ônibus andou mais rápido do que o metrô. Moro em São Mateus - Zona Leste, a 12 km das estações de metrô mais próximas - Penha ou Carrão.

Saí de casa às 06h50 e entrei no ônibus às 07h05 da manhã. Às 07h40 estava no penúltimo ponto da Avenida Aricanduva e subi a pé até o metrô penha. Tentei entrar no segundo vagão, mas não consegui, depois que uma linda jovem, de olhos claros, onde quase me empurrou para o segundo, eu disse assim para ela: "Moça, você quer tentar este? Sugiro a espera do próximo trem?". Ela disse: "tudo bem".


Enfim, esperamos o próximo trem. A garota ficou a minha frente e na chegada da composição, entramos e a viagem seguiu num para e anda da estação Penha até o Anhangabaú, onde eu iria desembarcar.


Observei e reparei cada movimento , bem no jeito jornalístico, nos modelos de conselhos de Anton Theckov em seu livro "Um bom par de sapatos e um caderno de anotações".


Movimento, aperto, gente se espremendo, baixinhos socados em meio aos altinhos e essa era a situação do trem do metrô às 08h20. Ao chegar na estação Sé, a multidão aos empurrões e quase fui levado. Enfim, permaneci e pude puxar um papo rápido com a bonitona que quase me atropelou na Penha.


Conversa do cotidiano, pressa, horário, um pouco atrasado, e a conversa fluiu um pouquinho, só não estendeu mais pois tinha que descer na próxima estação. Me despedi com um tchau e continuei a caminhar em direção ao Centro Empresarial de São Paulo.


Ao chegar na praça da Bandeira, peguei o ônibus em direção ao terminal João Dias e enfim cheguei ao meu destino final, às 09h30 da manhã. Depois de subir vários lances de escadas, perguntar e pedir informações, cheguei ao restaurante para cobrir o workshop da Mestre e Doutoranda Martha Gabriel.